É o nódulo redondo ou ovalado, com diâmetro menor que 3cm de diâmetro, achado acidentalmente em radiografias simples ou tomografias, totalmente circundado por pulmão normal e não acompanhado por derrame pleural, atelectasia ou linfoadenopatia mediastinal. Estima-se que 150 mil novos casos são descobertos anualmente em radiografias de tórax nos EUA. Já os nódulos maiores que 3cm são considerados massas, sendo malignos a maioria deles.
Com o advento da TC (tomografia computadorizada) e da melhoria progressiva na qualidade e definição das imagens, cresceu muito o diagnóstico de NSP, muitas vezes identificando nódulos de milímetros de diâmetro, impondo um grande desafio diagnóstico. A maioria dos estudos relatados sobre NSP se baseia no critério clássico de nódulos entre 2 e 3cm de diâmetro, onde a incidência de malignidade varia de 20 a 40% e onde sabemos que a ressecção cirúrgica oferece sobrevida de 70 a 80% em cinco anos.
Mas o desafio consiste em definir malignidade nos nódulos menores, incaracterísticos, difíceis de serem localizados durante uma cirurgia e freqüentemente achados em TC de rotina.
A avaliação do NSP deve começar com a análise cuidadosa de radiografias anteriores para comparação. A ausência de crescimento do nódulo por período maior que dois anos praticamente exclui malignidade, pois o tempo de duplicação da maioria dos tumores raramente excede 700 dias.
A presença de calcificação, principalmente a grosseira, a central ou com aspecto de pipoca também diminui, mas não exclui a chance de neoplasia.
Etiologia
Depende da faixa etária, da população estudada, da prevalência de tuberculose na população, dos critérios de definição e também do método radiológico empregado. Dos benignos 80% são granulomas, 10% hamartomas e 10% de causas mais raras (infartes pulmonares, metástases de outros tumores, difilariose, nódulos reumatóides, fistulas arterio-venosas e outras doenças). A malignidade varia de 10 a 75% dependendo da população, e consiste principalmente de carcinoma broncogênico, metástases de outros tumores e de tumor carcinoide.
Diagnóstico
O diagnóstico deve se iniciar com TC de tórax e caminhar, dependendo dos achados, para exames mais específicos como:
É importante ressaltar que a cirurgia para um nódulo periférico é muito simples e de baixa morbidade, pois na maioria das vezes, consiste na ressecção video-assistida para os nódulos periféricos ou na utilização de mini-incisões poupadoras de musculatura, como a axilar vertical, preferida para os nódulos mais profundos não acessíveis pelo vídeo. Esta via de acesso apresenta baixa morbidade, proporciona rápida recuperação e menos dor que a incisão clássica lateral.
Rastreamento (Screening)
Já que a TC de tórax detecta muito mais nódulos do que a radiografia por que não indicá-la para toda a população de pacientes sob risco de câncer de pulmão? (ex.: fumantes de meia idade). Até o momento, a resposta é NÃO por diversas razões:
Imagens

Fig.1: Nódulo de 5mm com bordas lisas em paciente não-fumante de 40 anos. Risco baixo de malignidade.

Fig.2: Nódulo de 2,2cm com bordas não bem definidas. Risco intermediário.

Fig.3: Pequeno nódulo ovalado com bordas lisas. Linfonodo intercisural

Fig.4: Nódulo irregular com bordas espiculadas em lobo superior. Alto risco de malignidade.

Fig.5: PET superpondo com imagem da TC - nódulo em língula em paciente com antecedente de neoplasia intestinal.