Câncer de pulmão – Diagnóstico

14 de outubro de 2015

Um simples raio x é o exame mais importante na detecção inicial de lesão que pode indicar a doença.

A radiografia simples de tórax é, provavelmente, a ferramenta mais valiosa no diagnóstico do câncer de pulmão. Quando normal, praticamente exclui a possibilidade da existência de um tumor, tornando raríssimos os casos oculto. Se for constada a presença de lesão, devem ser solicitados exames complementares, como:

Citologia do Escarro

Suspeitando-se de câncer de pulmão, um método simples, econômico e efetivo de fazer o diagnóstico patológico é a citologia do escarro-o escarro é avaliado em laboratório para identificar células possivelmente cancerígenas. Obtendo-se três amostras, até 80% dos tumores centrais podem ser diagnosticados. Para tumores periféricos, com até três centímetros de diâmetro, a eficácia cai para 20%. Os CE parecem são os mais diagnosticados por este método.

Tomografia computadorizada

A possibilidade do diagnóstico com a tomografia é maior. Com informações mais detalhadas, o resultado desse exame pode nortear qual será o próximo passo, seja a realização de outros exames mais específicos e importantes para a análise, seja a coleta de biópsias.Pacientes com alto risco de câncer de pulmão devem fazer tomografia de tórax anualmente dos 55 aos 74 anos na tentativa de diagnosticar precocemente o câncer de pulmão o que aumenta para 70% a possibilidade de cura.

PET-Oncológico

É uma tomografia especial, que ajuda a definir a atividade da lesão pulmonar. As lesões mais suspeitas aparecem de forma mais intense. Lembre-se: o exame deve ser SEMPRE interpretado pelo médico.

Punção transtorácica

É um exame para complementar a investigação quando é necessária uma biópsia. O exame consiste na inserção de uma agulha através da pele. A agulha é conduzida até a lesão pulmonar — guiada pela imagem radiológica — e é retirada uma amostra de material, ou seja, algumas células que estão dentro do órgão e que podem ser cancerígenas.

Broncoscopia

Também conhecida como endoscopia respiratória, esse exame é indicado nos casos em que se faz necessária a avaliação da parte interna do pulmão. É capaz de identificar infecções ou problemas inflamatórios. Em casos de obstrução do pulmão pelo tumor, a broncoscopia também pode ser utilizada como tratamento.

Biópsia pulmonar cirúrgica

Esse procedimento só é solicitado quando todos os exames prévios não tiveram resultados definitivos. Ele é um método minimamente invasivo (sem abertura da caixa torácica) que visa fazer uma biópsia mais extensa.

Mediastinoscopia

Certos tumores aparecem mais evidentes ou mais frequentemente no mediastino, espaço localizado no tórax entre os dois pulmões e o coração. Feito no centro cirúrgico, esse procedimento requer um pequeno corte no pescoço para ser introduzido no paciente um instrumento chamado mediastinoscópio, um tubo fino com uma câmera embutida. Esse instrumento fica ligado a um monitor que permite ao cirurgião visualizar o mediastino. Se notar algo suspeito, que exige investigação, o cirurgião pode colher amostras que serão analisadas em biópsia.

Toracoscopia

A videotoracoscopia foi incorporada ao arsenal médico para o diagnóstico e tratamento do CP. Nódulos periféricos podem ser completamente ressecados e linfonodos mediastinais abordados por esta via. Além disto, com este método consegue-se uma avaliaçã da pleura e eventual derrame pleural (líquido pleural – a popular “água no pulmão”), com eficácia diagnóstica muito alta.

Toracotomia

Atualmente, cerca de 95% dos casos de CP (Câncer de Pulmão) já têm o diagnóstico definitivo quando são submetidos a uma toracotomia (cirurgia aberta através do afastamento das costelas para acessar o pulmão a ser operado). Hoje as incisões da toracotomia estão muito menores, devido ao uso da cirurgia vídeo-assistida (uso de equipamentos óticos minimamente invasivos que auxiliam o cirurgião na visualização da operação). Através da cirurgia vídeo-assistida, as cirurgias para a ressecção de tumores pulmonares tem se tornado menos invasivas, propiciando para os pacientes uma recuperação pós-operatória mais rápida e um retorno mais precoce às atividades do dia-a-dia.

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