Cirurgia torácica – Informações sobre o pós-operatório

19 de julho de 2016

Alguns elementos fazem parte do pós-operatório de cirurgias torácicas de maneira geral.

Separamos algumas observações importantes  e gerais sobre o pós operatório da cirurgia torácica. É claro que aguns pontos variam de acordo com o tipo de procedimento, mas de maneira geral os cuidados são bastante semelhantes entre si.

Sistema cardiorrespiratório

Os cuidados pós-operatórios estão diretamente relacionados ao tipo de cirurgia realizada, a doença que motivou a cirurgia, idade e doenças associadas. Cirurgias de pequeno e médio porte evoluem de forma favorável com índice de complicação menor que 1%. Entretanto, as cirurgias de grande porte e tempo prolongado apresentam alterações circulatórias e ventilatórias que podem levar a sobrecarga do coração com alto risco de promover isquemia do miocárdio.

Analgesia 

Os analgésicos para o pós-operatório podem ser administrados tanto por via oral quanto por via intravenosa, dependendo da cirurgia realizada. Os efeitos colaterais possíveis são náuseas, vômitos, constipação, cólicas abdominais por espasmos intestinais de vísceras ocas e erupções alérgicas com prurido. Todos esses sintomas são facilmente revertidos. Na maioria das vezes, há associação com antiinflamatórios.

A analgesia peridural pode ser utilizada também e tem evitado grande parte dos efeitos colaterais que ocorrem na analgesia por via oral ou intravenosa.

Dreno de tórax 

Os drenos de tórax são colocados geralmente ao redor do pulmão (na cavidade pleural) e estão sempre conectados a um coletor. Os cuidados e a manutenção desse sistema influenciarão diretamente o resultado da cirurgia. Através desse dreno, o médico acompanha as características da secreção, quantidade drenada e a presença de fuga aérea. A enfermagem fica responsável pelos curativos, troca do líquido do selo d’água e anotação diária do débito de drenagem.

Fisioterapia respiratória

A fisioterapia respiratória tem sido muito utilizada antes e depois das cirurgias torácicas na prevenção e tratamento de complicações como retenção de secreção, atelectasias e pneumonia. A necessidade de cada paciente irá determinar o tempo de duração e frequência da fisioterapia respiratória. Porém, alguns antecedentes, como tabagismo, etilismo, obesidade, desnutrição, idade e tempo prolongado de anestésicos podem tornar o paciente mais suscetível a complicações no pós-operatório.

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