Enfisema pulmonar

22 de julho de 2016

Principal sintoma é a falta de ar ou a sensação de não conseguir inalar. Veja outras característica dessa doença que atinge 10 milhões de pessoas.

O enfisema pulmonar é uma doença degenerativa que geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão, principalmente devido ao cigarro e outras toxinas no ar. Cerca de 10 milhões de pessoas no mundo têm enfisema pulmonar.

Alguns fatores hereditários também podem contribuir para o aparecimento do enfisema. Relativamente rara, a deficiência congênita de uma enzima protetora dos pulmões pode indicar maior predisposição para desenvolver a enfermidade mesmo em não-fumantes. Nesse caso, ela se manifesta em pessoas mais jovens e sua evolução é mais rápida.

O principal distúrbio funcional do enfisema é a perda da retração elástica dos pulmões, que resulta na redução do fluxo aéreo expiratório e aprisionamento gasoso, responsáveis pela hiperinsuflação pulmonar.

SINTOMAS

O principal sintoma é a falta de ar ou a sensação de não conseguir inalar ar suficiente. Tosse, falta de fôlego e alta produção de catarro são outros sintomas comuns.

O diagnóstico do enfisema pulmonar não pode ser baseado apenas nos sintomas. É preciso um histórico focado na quantidade e duração desses sinais, hábitos ocupacionais e de fumo.

Adicionalmente, testes de função pulmonar podem determinar várias características, incluindo a capacidades dos pulmões. Esses testes incluem espirometria, medição do gás no sangue arterial, oximetria de pulso, raio-x e tomografia computadorizada de tórax.

TRATAMENTO

Há várias opções de tratamento que podem ajudar pacientes com enfisema. Porém, o passo mais importante é parar de fumar e evitar exposição a outros poluentes do ar.

As opções de tratamento do enfisema pulmonar incluem:

A cirurgia de redução do volume pulmonar é um tratamento para determinados doentes portadores de enfisema moderado a grave. Os doentes candidatos para essa cirurgia devem ser altamente selecionados.

Geralmente são dependentes de oxigênio suplementar contínuo com restrições nas atividades diárias, como dificuldade considerável em tomar banho e andar curtas distâncias, mesmo depois de submetidos a reabilitação pulmonar.

Os pacientes devem ter menos de 75 anos de idade, mas alguns doentes mais idosos também podem ser candidatos. Nos doentes com depressão ou ansiedade intensa e gravemente incapacitados, o procedimento geralmente é contraindicado.

O objetivo da operação é remover partes do pulmão que não funcionam, permitindo que o tecido pulmonar remanescente possa trabalhar de forma mais eficaz. A redução do volume pulmonar é o tratamento que proporciona a melhoria real da função pulmonar, da qualidade de vida, da tolerância ao exercício e da sobrevida para doentes selecionados com enfisema.

Na cirurgia, as áreas mais gravemente destruídas e sem função são retiradas e o tamanho dos pulmões é reduzido, o que permite que o tecido pulmonar remanescente realize sua função mais eficientemente. Há melhora da elasticidade, abertura das vias aéreas e os músculos respiratórios retornam a uma posição mais confortável e próxima do normal, tornando a respiração mais fácil, reduzindo a falta de ar e melhorando a capacidade de exercício.

Este tipo de cirurgia pode ser realizada unilateral, bilateral ou bilateral sequencial, com técnica convencional ou por videotoracoscopia. Esta última é uma técnica minimamente invasiva, o que reduz o número de complicações e permite recuperação mais rápida.

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