Hemoptise (tosse com sangue)

22 de julho de 2016

Hemoptise é a eliminação de sangue pela tosse. Em casos graves, pode levar o paciente à asfixia.

A hemoptise é a tosse acompanhada de sangue. É provocada por um sangramento que vem da via aérea abaixo da laringe (pode vir dos pulmões, brônquios e traqueia, incluindo a laringe).

O sangue muitas vezes vem misturado catarro (forma mais comum) ou ocorrer de forma volumosa, podendo levar o paciente à asfixia por inundação dos brônquios e pulmões pelo sangue. Esta última situação é uma urgência médica chamada de hemoptise maciça.

No início do século, a hemoptise era sinônimo de tuberculose em todo o mundo. Entre 1930 e 1960, os dados coletados acrescentavam as bronquiectasias (sequelas que provocam a dilatação e o mau funcionamento dos brônquios e bronquíolos) e o câncer de pulmão entre as principais causas.

Com o avanço da medicina, uso de antibióticos e políticas de saúde pública, hoje sabemos que a primeira causa de hemoptise é a pneumonia, seguida pelo carcinoma broncogênico (câncer de pulmão). Tuberculose é a terceira causa da doença e bronquiectasia é a quarta.

Mas outras causas podem desencadear a hemoptise. Elas podem ser divididas em cinco grupos:

Vale lembrar que a quantidade de sangue perdido não determina a origem da doença.

DIAGNÓSTICO

Para o diagnóstico da causa da doença, o médico deve pesquisar a história clínica do paciente, realizar uma análise física para descartar um sangramento proveniente de vias aéreas superiores (como nariz e garganta) e pedir alguns exames complementares, como o raio X de tórax, exames laboratoriais, tomografia computadorizada de tórax, broncoscopia e arteriografia.

TRATAMENTO

O tratamento tem como principais objetivos identificar o local de origem do sangramento e pará-lo, prevenir a aspiração do sangue para outros locais do pulmão e tratar a causa que originou o sangramento.

Nos casos em que a hemoptise é pequena, o paciente deve ser tranquilizado, pois em geral ela é causada por infecções respiratórias e regridem com o uso de um antibiótico adequado.

Alguns pacientes com hemoptise precisam ser internados para investigação e tratamento, principalmente aqueles com problemas prévios no pulmão, como bronquite, enfisema pulmonar, sequelas pulmonares e tumores de pulmão.

A inalação e a fisioterapia respiratória auxiliam na expulsão de coágulos sanguíneos. Os coágulos de maior dimensão podem ser removidos e aspirados com a ajuda de broncoscopia, que também ajuda a interromper o sangramento através da visualização direta do sangramento, bem como levar substâncias vasoconstritoras que possam estancar o sangramento.

A hemorragia de vasos mais calibrosos ou situações em que o sangramento não cessa podem exigir intervenções médicas mais incisivas, como a arteriografia (cateterismo) e embolização (colocação de substância que obstrui o vaso sangrante) da artéria. Nos casos de hemoptise maciça, a internação em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a intubação endotraqueal e a ventilação mecânica com pressão positiva (uso de respirador artificial) podem ser necessárias.

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