Nódulos solitários de pulmão

14 de outubro de 2015

Nódulos com até 3 cm têm de 20 a 40% de risco de serem malignos. Veja os principais exames utilizados no diagnóstico.

Estima-se que 150 mil novos casos de nódulos solitários são descobertos anualmente em radiografias de tórax nos EUA. Eles nada mais são do que um nódulo redondo ou ovalado, com diâmetro menor que 3cm de diâmetro, achado acidentalmente em radiografias simples ou tomografias. Ele está totalmente sozinho, rodeado por tecido sadio e não acompanhado por derrame pleural, atelectasia (falta de expansão dos alvéolos) ou linfoadenopatia mediastinal (dilatação de linfonodos da região). A maioria dos estudos aponta que nódulos entre 2 e 3 cm de diâmetro têm de 20 a 40% de chances de serem malignos. Já os maiores que 3cm são considerados massas, sendo a maioria malignos.

Com o advento da tomografia computadorizada e da melhoria progressiva na qualidade e definição das imagens, cresceu muito o diagnóstico da doença. O desafio consiste em definir malignidade nos nódulos menores, incaracterísticos, difíceis de serem localizados durante uma cirurgia e frequentemente achados em exames de rotina.

A avaliação do nódulo solitário deve começar com a análise cuidadosa de radiografias anteriores para comparação. A ausência de crescimento do nódulo por período maior que dois anos praticamente exclui malignidade, pois o tempo de duplicação da maioria dos tumores raramente excede 700 dias. A presença de calcificação, principalmente a grosseira, a central ou com aspecto de pipoca, também diminui, mas não exclui o risco de neoplasia.

ETIOLOGIA

Depende da faixa etária, da população estudada, da prevalência de tuberculose na população, dos critérios de definição e também do método radiológico empregado. Dos benignos, 80% são granulomas, 10% hamartomas e 10% de causas mais raras (infartosípulmonares, metástases de outros tumores, difilariose, nódulos reumatoides, fístulas artério-venosas e outras doenças). A malignidade varia de 10 a 75% dependendo da população e consiste principalmente de carcinoma broncogênico, metástases de outros tumores e tumor carcinoide.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve se iniciar com Tomografia Computadorizada de Tórax e caminhar, dependendo dos achados, para exames mais específicos, como:

É importante ressaltar que a cirurgia para um nódulo periférico é muito simples e de baixa morbidade, pois na maioria das vezes consiste na retirada vídeo-assistida — quando se trata de nódulos periféricos — ou na utilização de mini-incisões poupadoras de musculatura, como a axilar vertical — preferida para os nódulos mais profundos não acessíveis pelo vídeo. Esta via de acesso apresenta baixa morbidade, proporciona rápida recuperação e menos dor que a incisão clássica lateral. Importante ressaltar que a ressecção cirúrgica oferece sobrevida de 70 a 80% em cinco anos.

Tomografia computadorizada: por que  não oferecer para toda população?

Já que a tomografia computadorizada de tórax detecta muito mais nódulos do que a radiografia, não seria melhor indicá-la para toda a população de pacientes sob risco de câncer de pulmão, como fumantes de meia idade? Até o momento, a resposta é NÃO, por diversas razões:

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