Patologias pleurais – O que são?

19 de julho de 2016

Problemas atingem membrana que protege o pulmão.

A pleura é uma membrana dupla, como se fosse um “saco”, que reveste os pulmões. Quando está funcionando de maneira normal, existe fluxo constante de líquido entre essas duas camadas finas, que servem para proteger o pulmão. Entretanto, essa “capa” protetora pode apresentar problemas: as patologias pleurais.

Derrame pleural

A mais conhecida e mais frequente é o derrame pleural, que é o acúmulo de líquido no espaço entre as membranas. Entre as causas mais comuns estão a tuberculose, o câncer e a pneumonia. Os pacientes são frequentemente sintomáticos. Apresentam dispneia (falta de ar), dor e tosse. A dor, em geral, é aguda e vai se agravando com os movimentos da respiração.

Mais de 25% de todos os derrames pleurais são secundários ao câncer. Nesses pacientes, cerca de 50 a 60% dos derrames são diagnosticados com células neoplásicas. Em 25% dos pacientes com câncer e com derrame pleural recorrente não se identificam células neoplásicas pelo exame anatomopatológico.

O mecanismo da formação líquida se deve basicamente por obstrução linfática que ocorre na periferia pulmonar ou comprometimento dos linfonodos do mediastino. A toracoscopia é o método para a realização de diagnóstico em mais de 90% dos casos.

Terminologias mais específicas podem ser usadas quando a natureza do fluido é conhecida. Hidrotórax é uma coleção serosa, fluida tanto transudativa como exsudativa. Na forma de pus, o derrame pleural é referido como piotorax ou empiema. Termos adicionais são usados quando há sangue (hemotórax) e quilo (quilotórax).

A identificação do tipo específico de derrame ajuda na determinação da causa e decorrente tratamento. O exame depende de pelos menos 20ml de fluido obtido por punção torácica (toracocentese). Os testes básicos deverão incluir contagem total e diferencial de células, proteína total, DHL, glicose, PH, citologia oncótica e bacteriológico completo.

Pneumotórax

Em seguida vem o pneumotórax. A doença ocorre quando o ar escapa ou penetra no espaço pleural entre o pulmão e as costelas, causando um colapso total ou parcial do pulmão. Existem dois tipos: o primário e o secundário. Enquanto o primário pode ocorrer em pacientes  sem doença pulmonar evidente, o secundário já é mais delimitado: ocorre como complicação de outra doença pulmonar conhecida, como enfisema bolhoso, asma ou rolha de secreção em paciente com DPOC.

Os sintomas típicos são o aparecimento súbito de dor torácica, acompanhado de tosse, respiração superficial e, dependendo do tamanho do colapso pulmonar, dispneia (falta de ar).

Em relação a cânceres na pleura, são minoria os que se originam ali. Na maior parte dos casos, trata-se de metástases de outro câncer.

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