Pectus – O que é?

14 de outubro de 2015

Deformidade no tórax pode provocar um afundamento ou protuberância e trazer dificuldades físicas e sociais.

Existe uma grande variedade de deformidades da parede torácica anterior que foram classificadas pelo cirurgião Mark Ravitch em: pectus carinatum, pectus excavatum, pectus pouter pigeon, síndrome de Poland, defeitos esternais (fendas esternais, ectopia cordis e pentalogia de Cantrell) e miscelânea (protrusões condrocostais, depressões condrocostais, hipoplasia ou agenesias costais, doença de Jeune e síndrome de Jarcho-Levin).

Algumas dessas deformidades podem estar relacionadas a situações de difícil correção ou até mesmo serem incompatíveis durante a vida, como a ectopia cordis ou a doença de Jeune. Outras podem ter interesse puramente estético, como é o caso das deformidades mais comuns do tipo Pectus.

Pectus é a palavra utilizada para falar sobre as deformidades da parte da frente do tórax, que podem ser:

Consequências do pectus

Como os pectus são problemas que afetam diretamente a “estética”, grande maioria dos paciente apresenta alterações comportamentais e psicológicas, como depressão e introversão. Aproximadamente 85% dos pacientes têm sintomas de ordem psicológica relacionados à deformidade torácica. São arredios, introvertidos, eventualmente com complexo de inferioridade, afastados do convívio social e de atividades físicas em que possam precisar expor o tórax.

Além disso, por conta da deformidade, muitas vezes o próprio paciente, ou os pais, passam a se considerar impossibilitado de uma vida normal, principalmente em relação à prática de atividades físicas. De fato, existem relatos de dificuldade na hora de se exercitar. Entretanto, a falta de atividade pode ser ainda pior, acarretando profundas e progressivas deformidades posturais, muitas vezes difíceis de serem corrigidas.

Felizmente, hoje em dia existem tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos para pacientes com pectus.

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