Pectus – Tratamento

14 de outubro de 2015

Cirurgia e aparelho que trabalha com vácuo são alternativas.

Atualmente, o tratamento mais recomendado é a cirurgia. Mas não basta a deformidade ser identificada para que o paciente seja encaminhado aos procedimentos.

A maioria dos médicos concorda que a intervenção cirúrgica não deve ser feita em menores de cinco anos. Há grandes riscos de provocar anomalias no crescimento do arcabouço torácico. O mais prudente é esperar a criança atingir a puberdade, acima dos 11 ou 12 anos, época em que há maior desenvolvimento físico.

Existem outros tratamentos não cirúrgicos, como fisioterapia e, inclusive, o vacuum bell — um dispositivo de silicone que utiliza o vácuo para tratar o pectus. De forma arredondada, ele deve ser colocado no tórax. O aparelho possui uma “bombinha” que, ao bombear o ar, cria uma pressão na região e “puxa” as cartilagens para frente. É uma alternativa útil que pode ser utilizado pelo próprio paciente.

Os pacientes portadores de fenda esternal devem ser submetidos à correção cirúrgica devido à fragilidade da parede torácica, que torna as estruturas mediastinais mais vulneráveis ao trauma torácico. Além disso, a presença de coração deslocado para a frente ou mesmo a observação dos batimentos cardíacos por debaixo da pele podem perturbar o paciente e familiares e provocar desagrado estético.

No caso de portadores da Síndrome de Poland, as indicações para correção são: presença de movimento paradoxal significativo, correção da “fragilidade da parede torácica”, proteger o pulmão e o coração e finalidade estética. Dois dos nossos pacientes, por exemplo, não praticavam futebol porque tinham a impressão de que um trauma mínimo sobre o tórax, no lado da deformidade, atingiria diretamente seu coração e pulmão.

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