Tratamento para pectus excavatum usa vácuo para correção

14 de outubro de 2015

Aparelho que cria pressão para corrigir o tórax pode ser usado pelo próprio paciente.

O pectus excavatum é uma deformidade congênita da parede torácica anterior, caracterizada pelo afundamento do osso esterno e das cartilagens condrais em relação ao plano costal, o que acaba conferindo à silhueta da caixa torácica uma forma muito marcante. Isso faz com que, mesmo nos casos com mínimo comprometimento cardiorrespiratório em decorrência do pectus excavatum, a maioria dos pacientes portadores da deformidade procurem insistentemente tratamento para o problema.

Até o presente momento, os tratamentos disponíveis para o pectus excavatum são cirúrgicos. Existe a possibilidade da cirurgia aberta, ou ainda das chamadas técnicas minimamente invasivas, mas mesmo as técnicas chamadas de minimamente invasivas são cirurgias de grande porte, que requerem internação hospitalar por alguns dias e períodos de recuperação pós-operatória de semanas.

Nosso objetivo com o presente estudo é avaliar a eficácia de um novo método não invasivo no tratamento do pectus excavatum.

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O dispositivo “Vacuum Bell”

A tentativa de utilização do vácuo como forma de tratamento do pectus excavatum foi descrita há muito por Lange de Munique, em 1910. Há citação em outros textos médicos e até mesmo em textos recentes, mas parece que Lange foi o único autor com experiência terapêutica com o método.

O “Vacuum Bell” é um dispositivo de silicone com a forma de campânula arredondada, com um tampo de plástico transparente, que se conecta com uma bomba manual geradora de vácuo. Está disponível em 3 tamanhos, além de um modelo para ser utilizado em mulheres, que tem o formato de ampulheta para poder ser adaptado entre as mamas. Foi desenvolvido para ser posicionado na parede torácica anterior, sobre a deformidade, de forma que quando o vácuo for acionado, o dispositivo se fixa à parede torácica e exerce pressão negativa, tracionando o defeito para sua posição anatômica.

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Indicações

O estudo consiste em procedimento de colocação do dispositivo ambulatorialmente, de forma que tanto o paciente quanto seu acompanhante aprendam o procedimento, ficando habilitados a continuar o tratamento em sua residência. Por meio do consentimento, os pacientes concordam em ser acompanhados por no mínimo 24 meses, com retornos ambulatoriais a cada 3 meses, durante o qual haverá avaliações periódicas ou outras possíveis avaliações do paciente. É importante agendar sua avaliação e esclarecer suas dúvidas sobre esse novo tratamento.

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